INVESTIMENTOS - LIBERDADE FINANCEIRA- MÉDICOS

Vamos falar um pouco sobre a liberdade financeira dos Médicos

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Independência financeira e liberdade financeira são duas coisas que podem ser confundidas, mas que são totalmente distintas e, até mesmo, antagônicas entre si.

Você consegue fazer com que seu patrimônio trabalhe por você, ou é você quem trabalha para preservar, guarnecer e proteger o seu patrimônio? A resposta a essa pergunta determinará se você tem apenas independência ou se também tem liberdade econômica.

Quantas pessoas acumulam fortunas milionárias, mas não têm liberdade financeira? Isso acontece porque, apesar de serem independentes financeiramente, tornam-se escravas de seu próprio patrimônio. A educação financeira deveria, portanto, além de ensinar como ganhar e acumular dinheiro, também a como não se apegar a ele ao ponto de tornar-se súdito dele.

 

No mundo em que vivemos, gastamos saúde para ganhar dinheiro e depois gastamos para tratar doenças. A exemplo disso, tenho alguns amigos que, aos 60 anos, precisaram voltar a dar plantão para suprirem as despesas.

Liberdade financeira significa ter renda passiva que mantenha o padrão de vida, mesmo que, por qualquer motivo, você tenha que parar de trabalhar. É possível ter um patrimônio de 1 milhão de reais, que te gere gastos com impostos, condomínio e manutenção, mas que não te garanta renda passiva, e sim custo fixo. Então, concentre-se em ter o dinheiro trabalhando por você!

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Gastos

Os gastos excessivos têm pouco a ver com o que você compra e tudo a ver com a insatisfação que isso lhe causa. É preciso que estabeleça sua remuneração pelos resultados que apresenta e não pelas horas que trabalha. Além disso, é importante aumentar o seu patrimônio líquido, que é a verdadeira medida da riqueza. A ideia é fazer o seu dinheiro trabalhar para você tanto quanto você trabalha para ele. Para isso, é necessário poupar e investir, em vez de gastar por gastar.

 

Confira:

AS DEZ MANEIRAS PARA O MÉDICO GANHAR DINHEIRO

 

Como o Médico pode multiplicar o seu dinheiro:

À princípio, cada tipo de investimento deve servir para determinados objetivos. Por exemplo, antes de investir em ações, é essencial que você tenha formado sua reserva de emergência em renda fixa. Isso porque as ações são investimentos muito voláteis e, caso você precise do dinheiro, pode acabar tendo que vender com prejuízo.

Ações representam partes de empresas, que podem tanto crescer quanto vir à falência, fazendo com que os preços das ações virem zero. Portanto, devem ser vistas como investimentos de longo prazo (normalmente para a aposentadoria), e não para tentar ganhos rápidos em poucos meses.

 

Defina suas estratégias

Dentro do investimento em ações, existem diversas estratégias que você pode utilizar. Os dois principais caminhos que existem são trading e buy & hold.

O trading segue mais uma linha de especulação de preços, normalmente apoiado em análise técnica, para acompanhar a tendência por meio de gráficos. O objetivo dessa estratégia é tentar lucrar em períodos mais curtos, puramente com a valorização ou a desvalorização das ações. É de alto risco e requer um acompanhamento mais próximo do mercado, pois os preços variam a todo momento.

Já a estratégia buy & hold defende a compra de ações por meio de uma análise fundamentalista, ou seja, a leitura dos balanços e a qualidade das empresas. O objetivo dela é um ganho de longo prazo, tanto por meio da valorização das ações quanto pelo recebimento de dividendos, que são as distribuições de parte do lucro da empresa para os acionistas.

A ideia é acumular uma quantidade significativa de ações que permitam que você consiga manter sua aposentadoria somente com os rendimentos distribuídos, sem que precise ficar vendendo as ações. Essa estratégia é, portanto, mais passiva. Além disso, não é preciso acompanhar o mercado com tanta frequência, bastando acompanhar as empresas selecionadas mensalmente ou até mesmo anualmente.

Por exemplo, você pode definir que utilizará 90% para comprar ações de longo prazo e destinará 10% para operações de trading. Cabe a cada um definir o que se encaixa melhor para seu próprio perfil.

 

Abra conta em uma corretora de valores

Depois de definida a sua estratégia, você precisará abrir uma conta em uma corretora de valores. Para isso, existem corretoras com pacotes interessantes de taxas de corretagem (taxa para compra e venda de ações) para quem pretende operar muito. Portanto, analise bem os custos de cada corretora para saber qual é a mais interessante para o seu caso.

Além disso, ao se cadastrar, você preencherá um questionário para analisar seu perfil de investidor. Nele será definido se o seu perfil é conservador, moderado ou arrojado.

Os perfis moderados e arrojados são do tipo que aceitam correr riscos em busca de uma rentabilidade acima da média. Já o perfil conservador não está disposto a se expor à volatilidade do mercado. Sendo assim, a maior parte dos investimentos devem estar alocados em renda fixa.

 

As aranhas não tropeçam porque têm oito patas

A diversificação é importante. Porém um erro muito comum do investidor iniciante é querer diversificar demais logo quando está começando. E a diversificação é essencial para reduzir os riscos de sua carteira de ações.

Como os custos operacionais acabam consumindo parte do dinheiro, você não precisa começar seu primeiro mês com muitas variedades de ações na carteira. Assim, conforme for aumentando seu capital investido, automaticamente aumentará a sua diversificação.

 

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Entenda no que está investindo

Independentemente da estratégia escolhida para investir em ações, é necessário saber no que se está investindo. Por exemplo, na trading, embora esteja operando somente preços, é preciso saber que tipo de notícias podem influenciar as ações nas quais você está operando. Principalmente em Petrobras e Vale, que são as ações de maior liquidez na bolsa, as notícias influenciam muito nos preços, causando oscilações muito fortes.

Pelo lado do buy & hold, é importante conhecer o negócio das empresas em que se está investindo, para poder avaliar as perspectivas de crescimento. Procure empresas com bom histórico de lucros.

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE INVESTIMENTOS

 

Alguns conceitos que você precisa entender

Renda Fixa:

Tesouro Direto (todos os títulos)

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

Recibo de Depósito Bancário (RDB)

Letra de Câmbio (LC)

Debênture

 

Renda Variável:

Criptomoedas (bitcoin, litecoin e etc)

Ações na bolsa de valores

Câmbio (dólar, euro e etc)

Robôs de Investimento

Crowdfunding

Certificado de Operações Estruturadas (COE)

A maioria dos especialistas sugere que a composição de renda variável em uma carteira não ultrapasse mais do que a metade. Ou seja, a carteira de todos os investidores precisa ter mais investimentos em renda fixa do que em renda variável. Exemplo:

investidor conservador: 95% em renda fixa e 5% em renda variável;

investidor moderado: 80% em renda fixa e 20% em renda variável; e

investidor arrojado: 60% em renda fixa e 40% em renda variável.

Você não precisa escolher diretamente entre renda fixa e renda variável, é só definir qual é o seu perfil para criar o melhor portfólio. Estamos sempre sujeitos ao imponderável. Afinal, quando pensaríamos que companhias aéreas ficariam sem voar por tanto tempo? Ou, ainda, que o varejo fosse ficar com todas as portas fechadas por meses? Não há como antever algo desse tipo, talvez seja um evento único em toda história da humanidade.

E em março de 2020, o pânico no mercado foi grande. As aéreas chegaram a cair aproximadamente 80%. Então, tome cuidado. Mesmo os gestores que tinham baixa exposição ao setor, sofreram fortes perdas. Isso significa fazer o básico: ter cabeça no lugar. Não há por que inventar e, eventualmente, procurar algo exótico que lhe promete ser a próxima tacada da bolsa. Faça o simples. Entenda as companhias, estude os bons negócios e busque comprá-los a um preço interessante.

O desafio é encontrar os melhores fundos da indústria, uma espécie de headhunter de gestores e definir os vencedores dessa indústria, capaz de filtrar entre milhares de fundos existentes, só os que nos interessam.

Fundos imobiliários

Muitas pessoas já sonharam em comprar vários imóveis para alugar e viver com a renda, mas podem pensar que não tem capital para comprar o imóvel. Dessa forma, os fundos imobiliários são ótimas opções.

Certamente, você já ouviu falar em fundos de investimento que os bancos oferecem como forma de remunerar melhor o seu dinheiro. Nesses fundos, você pode comprar uma cota por R$ 100,00, em média. Ao comprar uma cota, você adquire o direito de receber um aluguel proporcionalmente ao valor investido.

Assim como os imóveis físicos, os fundos imobiliários também pagam rendimentos mensais (como aluguéis). Isso permite que você tenha um fluxo de caixa constante, sendo um ótimo complemento ao salário ou, até mesmo, possibilitando que viva da renda. Além disso, os rendimentos distribuídos pelos fundos imobiliários são isentos de imposto de renda.

Logo, é certo que um investimento não tem somente vantagens.

Possibilidade de desvalorização das cotas:

é importante pensar em fundos imobiliários como ativos geradores de renda, para comprar e manter por um bom tempo ou mesmo deixar para os herdeiros. O principal foco desse investimento não é comprar para vender por um preço valorizado, mesmo porque essa valorização nem sempre ocorre.

Você paga imposto de renda na venda:

embora não haja cobrança de IR no recebimento dos rendimentos, existe a cobrança de IR de 20% sobre o lucro que você tiver em determinada venda.

Você não é dono da propriedade:

quando você tem cotas de um fundo, não quer dizer que você é o proprietário direto e pode fazer o que quiser com o imóvel.

Risco de vacância:

quando falamos de investimento imobiliário para locação, esse é um risco inevitável. Se não tiver inquilinos em seu imóvel, você fica com renda zero.

Não há garantias:

o fundo imobiliário é um investimento de renda variável, então não há nenhuma garantia sobre retornos. Não é possível afirmar que você receberá algum dia um bom retorno sobre seu investimento.

Termos importantes que deves ficar gravados

Volatilidade

É a variação de preço de um ativo (ação, título público, fundo ou qualquer outro). Quando uma ação está muito volátil, por exemplo, significa que seu preço está mudando muito rapidamente e, muitas vezes, sem uma direção definida – ou seja, o preço sobe e desce de maneira abrupta.

Risco-país

Mede a desconfiança de investidores em determinada economia. Para medir esse risco, o mercado costuma considerar o preço do Credit Default Swap (CDS), uma espécie de seguro contra calote das dívidas (tanto de empresas quanto de governos). Ou seja, quanto mais caro estiver o preço do CDS de um País, mais arriscado é investir nos títulos daquela ação.

Circuit Breaker

É um mecanismo utilizado pela bolsa para interromper a sessão quando ocorrem oscilações muito bruscas e atípicas no mercado de ações. Dessa forma, toda vez que isso acontece no mercado, a ferramenta é acionada para que os investidores se acalmem e possam rebalancear suas ordens de compra e venda.

Índice Dow Jones

Foi criado em 1896 por Charles Dow, editor do The Wall Street Journal e fundador do Dow Jones & Company. É um dos principais índices acionários da bolsa de valores dos EUA e reflete o desempenho médio das cotações das ações das trinta maiores e mais importantes empresas norte-americanas negociadas na NYSE e na Nasdaq.

Apesar de ser conhecido como o índice industrial, a composição setorial das trinta empresas que é bastante diversificada

Câmbio flutuante

O câmbio flutuante é um tipo de regime cambial caracterizado pela liberdade das cotações que “flutuam” conforme as variações de oferta e demanda de moeda no mercado. O oposto do câmbio flutuante é o câmbio fixo, que é estipulado pelo próprio governo.

Efeito de manada

É um movimento estudado pelas finanças comportamentais que se formam quando o investidor segue o que a maioria está fazendo, sem raciocinar direito. Nas grandes quedas da Bolsa, isso pode provocar perdas dolorosas.

Quem nunca ouviu que para se dar bem no mercado acionário, é preciso comprar na baixa, quando todos estão vendendo e as ações estão descontadas, e vender na alta, quando o preço está “inflado” e, muitas vezes, acima do valor justo à empresa.

Mas o problema é que muitos investidores não têm preparo emocional para lidar com isso, acabam seguindo a manada e tendo prejuízos. Casos típicos de efeito manada são facilmente identificados quando há pânico nos mercados.

Com a crise provocada pelo vírus, as Bolsas do mundo todo desabaram, causando um enorme desconforto nos investidores.

No Brasil, o Ibovespa acionou o Circuit Breaker várias vezes, incluindo dois acionamentos em um único dia. Enquanto isso, também havia gestores de fundos aproveitando para comprar ações que tinham ficado muito descontadas por conta da forte queda. Eles estavam justamente indo “contra a manada”.

Investir conforme a manada costuma ser prejudicial, porque nunca se sabe quando o mercado vai perceber que está indo no caminho errado.

 

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ANADEM - Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética